A falta de desejo sexual é realmente uma doença?

A diminuição ou até mesmo ausência de libido é uma das queixas relacionadas à sexualidade mais comuns em um consultório ginecológico.
Muitas mulheres buscam no ginecologista a fórmula mágica para reavivar o desejo perdido, porém infelizmente, ainda não inventaram a pílula mágica do desejo.

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Falta de libido pode ser ou não classificada como doença, dependendo do contexto em que a pessoa se encontra. Se há sofrimento envolvido, então chamamos de transtorno do desejo sexual hipoativo.
Em geral, a expectativa é sempre encontrar alguma deficiência hormonal ou algum medicamento milagroso que possa tratar rapidamente o problema. Boa parte das pessoas só procuram ajuda quando estão em sofrimento há muito tempo ou quando o relacionamento está ameaçado.
Evidentemente, existem condições clínicas que interferem no mecanismo de libido como doenças físicas e mentais ou medicamentos. No entanto, não é raro encontrar mulheres gozando de boa saúde sem desejo sexual algum. E o que poderia justificar essa “anomalia”?
Sexo e relacionamento em geral estão muito conectados. Grande parte das minhas clientes com queixa de diminuição de libido se surpreendem quando questionadas a respeito do relacionamento em si.
A primeira pergunta que faço nesses casos é: você namora?
Para as aquelas que estão em um relacionamento estável há algum tempo pode parecer besteira, mas namorar faz toda diferença. Um casal que namora é inimigo da rotina. Saem juntos, se escutam, apreciam verdadeiramente a companhia do outro, no sentido de se deleitar com a presença do amado. Quem namora curte novidades, não tem preguiça de explorar o corpo do parceirx ainda que esse corpo seja um velho conhecido.
Mulheres geralmente possuem pouco desejo somente com a percepção visual. Gostamos de toque, diálogo, carícias e em muitos casos, a libido é a resposta ao estímulo praticado.

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A constatação é simples, mas muito difícil de ser colocada em prática devido à nossa cultura ainda muito machista que tenta formatar em um único molde os desejos masculinos e femininos. Tanto mulheres quanto homens crescem acreditando que o responsável pelo prazer feminino é o homem, mas a culpa pelo fracasso no desempenho sexual cabe somente à mulher. É ela que é frígida ou desinteressada em relação ao sexo, nunca mal estimulada, entretanto isso é uma outra conversa que não cabe nesse espaço.
A minha dica é: namore muito, namore sempre. Reserve tempo para voltar ao começo do relacionamento, para tocar seu parceirx de um jeito novo e para se permitir novas descobertas. Beije, toque, massageie, crie situações excitantes! Caso o namoro não funcione, não fique com receio de procurar ajuda. A medicina hoje conta com diversas ferramentas interessantes que podem ajudar casais a curtir o sexo de maneira saudável e plena e no mercado você pode encontrar também produtos para apimentar o relacionamento. Mas fique sempre atentx à sua saúde. Produtos para uso íntimo precisam ter autorização da Anvisa!
Alguma dúvida ou comentário? Escreva para mim!
Facebook: Dra. Lígia Rodrigues – Gineco
Instagram: @ligiarodsantos

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